quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Os Discursos Políticos e as Funções da Linguagem

Foi-nos solicitado em aula para identificarmos, num discurso político, as funções da linguagem e toda a sua estrutura.
Irei pegar num discurso político mais antigo, pois, muitos dos nossos caros e estimados políticos querem dizer muito mas não dizem nada. Ou, pelo menos não estão muito empenhados em dizer algo correcto e certeiro, mas sim, apenas algo para convencer, iludir ou tentar persuadir-nos, a nós o povo ("Zé Povinho").
Neste discurso, de tempos mais antigos, proferido por José Estevão sobre um qualquer problema de incompatibilidade nas leis consegui identificar todas as funções da linguagem. A função Informativa, a função Emotiva, a função Apelativa, a função Fática, a função Metalinguística e a função Poética
Deparo-me também com uma estrutura textual muito bem organizada. Com uma introdução breve onde apresenta o tema, um desenvolvimento onde nos apresenta argumentos para a incompatibilidade das leis e uma conclusão breve.
Poderiamos comparar este texto Ao Sermão de Santo António aos Peixes não fosse a escrita de Padre António Vieira incompararável, contudo, a nível de estrutura textual e de funções da linguagem são equitativos.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Os autores de referencia da retórica para o Padre Antonio Vieira


Os autores de referência da retórica para Padre António Vieira eram Aristóteles, Cícero e Quintiliano, fundamentalmente os processos que a escola ensinava.
É certo que as técnicas são comuns a quase todos os oradores da época, a forma de as pôr em prática, essa revela o gênio inconfundível de Vieira, o seu inigualável talento de arquitetar argumentos, explorar conceitos e de trabalhar as palavras.

domingo, 2 de novembro de 2008

«Primeiro Estranha-se, Depois Entranha-se»

E foi este o slogan que o nosso tão tipicamente português Fernando Pessoa criou para a tão típica e internacional Coca-Cola.
A venda de Coca-Cola em Portugal foi proibida até ao ano da revolução pois o Dr. Ricardo Jorge julgou que, na sua composição, a Coca-Cola continha cocaína e que o slogan de Fernando Pessoa comprovava isso mesmo.
Todo o português conhece esta frase «Primeiro Estranha-se. Depois Entranha-se» mas ao que parece agora as coisas mudaram um pouco, sendo que, agora primeiro entranha-se e só depois é que se estranha.

domingo, 28 de setembro de 2008

Uma história à inglesa

A única coisa que se sabia acerca daquela estranha e velha mulher que ocupava o n.º 7 da Rua da Junqueira era o facto de ter imensos gatos, nunca se sabia ao certo quantos eram pois, volta e meia, aparecia no quintal um gato que nunca ninguém vira ate então.
Dizia-se na aldeia que, o facto de nunca ter tido um marido, pelo menos conhecido, a tornara um bocado louca, pelo menos excêntrica era, e denotava-se essa loucura na estranha aversão que tinha por humanos. O seu comportamento quase felino levou a que as pessoas da aldeia se afastassem dela e as crianças quase impingidas pelos avôs a amoverem-se da estranha senhora, já com tantas rugas que mais parecia ter perto de 100 anos.
A mim sempre me pareceu simpática. Quando cheguei à aldeia era tudo muito estranho e novo para mim, e a casa da vizinha, estranha como era, sempre me despertou um especial interesse com as suas altas sebes, como se quisesse que ninguém entrasse, contudo podíamos ver a fachada da casa, parecia torta, e tinha tantas janelas que parecia ter sido, à muito tempo, uma casa imperial, tinha um ar sujo e as janelas deixavam denotar que dentro da casa existia imenso pó, parecia abandonada.Um dia quis explorar a casa e quando finalmente consegui passar a sebe encontrei do outro lado uma senhora que me olhava com olhos curiosos, muito abertos como quando um gato vê algo pela primeira vez.
(...)

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

O Jardim Encantado

Espero que estejam a ter umas boas férias, e aproveitem-nas bem pois estão para acabar, resta-nos um mês sensivelmente.
Resolvi publicar um pequeno post com uma sugestão de leitura, para aqueles que apreciam, claro.
Fui comprar "Os Maias", o livro que iremos estudar para o 11º ano, e estava a espera de comprar outro livro "Conspiração" de Dan Brown, infelizmente, a livraria não o tinha. Como queria comprar outro livro, para me entreter, antes de começar a ler "Os Maias" resolvi comprar um livro de nome "O Jardim Encantado", nao julguem o livro pelo título, foi um bestseller do New York times e as críticas, boas, que tinha na parte contraria do livro fizeram-me querer adquiri-lo, e assim fiz.
Acabei de ler o livro e deixou saudades no fim da leitura, gostei realmente. Recomendo a todos, que gostem de ler, que o comprem. É um livro pequeno, 263 páginas, e para quem gosta daquele tipo de Histórias vai ser, certamente, apaixonante. Eu que nem sabia que tipo de história iria encontrar dentro do livro apreciei realmente. Agora irei voltar à minha leitura de "Os Maias" e mais para a frente, se o tempo o permitir, voltarei a reler o livro.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Portugal antes e não tão depois.

"As Cartas de Fradique Mendes" é uma obra de Eça de Quierós.
Publico três frases críticas e curiosas que narram o Portugal da época, contudo continuam actuais por criticarem a sociedade Portuguesa dos dias de hoje.
Estas frases foram retiradas da obra acima referenciada, de um escritor tão tipicamente Português.

«(...) Politicos, votados por um fado vingador à destruição da nossa terra.»

(...) e hoje, nas nossas civilisações, não há lugar para que uma alma se affirme e se produza na absoluta expansão da sua força.»

«Uma nação só vive porque pensa.(...). A força e a riqueza não bastam para provar que uma nação vive d'uma vida que mereça ser glorificada na Historia(...).

domingo, 1 de junho de 2008

«Eles não sabem que os sonhos são uma constante da vida»

Ao que parece são os jovens Portugueses que não sabem diferenciar entre os sonhos e as fantasias.
É claro que, nesta sociedade, não existe muito espaço para alimentar a esperança dos sonhos, daí o crescimento das fantasias. Hoje os sonhos de querer ser médico, jornalista, escritor, advogado ou professor, (este último então, nem pensar!) etc. foram passados para trás por esta fantasia de querer aparecer nos meios mediáticos de maneira fácil.
As fantasias dos jovens Portugueses passam, basicamente, por querer aparecer na tv, como semi-actores ou nem isso.
Sim, esta fantasia da Terra do Nunca passa por querer ser famoso, ou melhor, por querer aparecer, de maneira fácil, na televisão ou nalgum outro meio mediático para ser conhecido. É claro que se forem blocos de cirurgia estética ambulante, com um bocado ou outro de plástico para ficarem conservados durante mais tempo, tudo se torna mais fácil. Mas no meio disto tudo, onde fica o talento e o verdadeiro gosto?
Não estou com isto a querer dizer que os jovens esqueçam as fantasias ou mesmo que as aproveitem, mas sim a querer dizer que passem primeiro pelos sonhos e que não os esqueçam.
Iremos todos ter um futuro mais negro que uma cortina atingida pelo fumo do tabaco?