"As Cartas de Fradique Mendes" é uma obra de Eça de Quierós.
Publico três frases críticas e curiosas que narram o Portugal da época, contudo continuam actuais por criticarem a sociedade Portuguesa dos dias de hoje.
Estas frases foram retiradas da obra acima referenciada, de um escritor tão tipicamente Português.
«(...) Politicos, votados por um fado vingador à destruição da nossa terra.»
(...) e hoje, nas nossas civilisações, não há lugar para que uma alma se affirme e se produza na absoluta expansão da sua força.»
«Uma nação só vive porque pensa.(...). A força e a riqueza não bastam para provar que uma nação vive d'uma vida que mereça ser glorificada na Historia(...).
segunda-feira, 2 de junho de 2008
domingo, 1 de junho de 2008
«Eles não sabem que os sonhos são uma constante da vida»
Ao que parece são os jovens Portugueses que não sabem diferenciar entre os sonhos e as fantasias.
É claro que, nesta sociedade, não existe muito espaço para alimentar a esperança dos sonhos, daí o crescimento das fantasias. Hoje os sonhos de querer ser médico, jornalista, escritor, advogado ou professor, (este último então, nem pensar!) etc. foram passados para trás por esta fantasia de querer aparecer nos meios mediáticos de maneira fácil.
As fantasias dos jovens Portugueses passam, basicamente, por querer aparecer na tv, como semi-actores ou nem isso.
Sim, esta fantasia da Terra do Nunca passa por querer ser famoso, ou melhor, por querer aparecer, de maneira fácil, na televisão ou nalgum outro meio mediático para ser conhecido. É claro que se forem blocos de cirurgia estética ambulante, com um bocado ou outro de plástico para ficarem conservados durante mais tempo, tudo se torna mais fácil. Mas no meio disto tudo, onde fica o talento e o verdadeiro gosto?
Não estou com isto a querer dizer que os jovens esqueçam as fantasias ou mesmo que as aproveitem, mas sim a querer dizer que passem primeiro pelos sonhos e que não os esqueçam.
Iremos todos ter um futuro mais negro que uma cortina atingida pelo fumo do tabaco?
É claro que, nesta sociedade, não existe muito espaço para alimentar a esperança dos sonhos, daí o crescimento das fantasias. Hoje os sonhos de querer ser médico, jornalista, escritor, advogado ou professor, (este último então, nem pensar!) etc. foram passados para trás por esta fantasia de querer aparecer nos meios mediáticos de maneira fácil.
As fantasias dos jovens Portugueses passam, basicamente, por querer aparecer na tv, como semi-actores ou nem isso.
Sim, esta fantasia da Terra do Nunca passa por querer ser famoso, ou melhor, por querer aparecer, de maneira fácil, na televisão ou nalgum outro meio mediático para ser conhecido. É claro que se forem blocos de cirurgia estética ambulante, com um bocado ou outro de plástico para ficarem conservados durante mais tempo, tudo se torna mais fácil. Mas no meio disto tudo, onde fica o talento e o verdadeiro gosto?
Não estou com isto a querer dizer que os jovens esqueçam as fantasias ou mesmo que as aproveitem, mas sim a querer dizer que passem primeiro pelos sonhos e que não os esqueçam.
Iremos todos ter um futuro mais negro que uma cortina atingida pelo fumo do tabaco?
sábado, 3 de maio de 2008
Tu, serás?
Máscara que usas no palco
Que transforma a vida.
Que anseias tu ser
Após a noite aclamar-te?
Bom servo da hipocrisia, mau?
És mortal ou imortal?
Possuis verdades gerais
E há o que és
És medonho. És só tu
Feliz, mas pouco, sonhas e sentes,
Sentes como quem sente.
És tu e ela não caí
Que transforma a vida.
Que anseias tu ser
Após a noite aclamar-te?
Bom servo da hipocrisia, mau?
És mortal ou imortal?
Possuis verdades gerais
E há o que és
És medonho. És só tu
Feliz, mas pouco, sonhas e sentes,
Sentes como quem sente.
És tu e ela não caí
terça-feira, 22 de abril de 2008
No tempo de Salazar (...)
"No tempo de Salazar é que era bom".
Pelo menos no tempo de Salazar estas, tão desagradáveis, situações não aconteceriam.
Vejamos estas mentes pérfidas dos adolescentes: não basta só a "malandrice" e a falta de respeito, como também o facto de vangloriarem os seus actos publicamente. O "bullying" a portuguêsa.
Uma das figuras mais respeitadas, até á cerca de 35 anos, hoje já não o é mais. Falo claro, dos Professores.
O "bullying" português não é apenas uma verdade de agora. Contudo, foi agora que evoluio para o patamar seguinte. Já não existe apenas violência entre alunos. Agora chega e sobra para os professores, inclusivé com direito a divulgações nos meios de comunicação social.
O que despertou os Portugueses para este tema foi um vídeo. No qual, a agressora não prima pela educação e o "camera men" pela inteligência ou, não teria divulgado o vídeo.
Este vídeo veio despertar as consciências portuguesas seguindo-se de uma série de "trriiiim's" que encheram os mass media, para deleite dos mesmos.
É claro que as escolas nunca foram uma utopia, nem no tempo de Salazar o foram, mas pelo menos o respeito coexistia.
Pelo menos no tempo de Salazar estas, tão desagradáveis, situações não aconteceriam.
Vejamos estas mentes pérfidas dos adolescentes: não basta só a "malandrice" e a falta de respeito, como também o facto de vangloriarem os seus actos publicamente. O "bullying" a portuguêsa.
Uma das figuras mais respeitadas, até á cerca de 35 anos, hoje já não o é mais. Falo claro, dos Professores.
O "bullying" português não é apenas uma verdade de agora. Contudo, foi agora que evoluio para o patamar seguinte. Já não existe apenas violência entre alunos. Agora chega e sobra para os professores, inclusivé com direito a divulgações nos meios de comunicação social.
O que despertou os Portugueses para este tema foi um vídeo. No qual, a agressora não prima pela educação e o "camera men" pela inteligência ou, não teria divulgado o vídeo.
Este vídeo veio despertar as consciências portuguesas seguindo-se de uma série de "trriiiim's" que encheram os mass media, para deleite dos mesmos.
É claro que as escolas nunca foram uma utopia, nem no tempo de Salazar o foram, mas pelo menos o respeito coexistia.
domingo, 9 de março de 2008
A crónica da Crónica
O que é a crónica senão mais um meio de comunicação?
É claro que não tem o "poder" de influenciar as pessoas como a rádio, os jornais, a televisão ou, desde um passado mais recente, a internet detêm.
Digo influenciar pois as pessoas recebem as informações e não as contestam. Talvez não nos apercebamos que o fazamos pois desde crianças somos expostos a várias informações desnecessárias e a publicidade sem interesse. Contudo, não poderíamos analisar ou reflectir sobre tudo o que vemos pois, diariamente, somos bombardeados por milhares de informações e sendo nós humanos, Portugueses, tornar-se-ia díficil realizarmos essa tarefa.
Os meios de comunicação moldam as opiniões dos espectadores, pois os espectadores limitam-se em basear a sua opinião ou, em muitos casos, a copiar a opinião transmitida pelos meios de comunicação sem antes aprofundarem o assunto e depois sim criar a sua própria opinião, ao fazermos isso estamos a tornar-nos meros papagaios da opinião.
Sendo a crónica mais um meio de comunicação social estou a caracterizar a crónica como mais um moldador da opinião pública.
É claro que não tem o "poder" de influenciar as pessoas como a rádio, os jornais, a televisão ou, desde um passado mais recente, a internet detêm.
Digo influenciar pois as pessoas recebem as informações e não as contestam. Talvez não nos apercebamos que o fazamos pois desde crianças somos expostos a várias informações desnecessárias e a publicidade sem interesse. Contudo, não poderíamos analisar ou reflectir sobre tudo o que vemos pois, diariamente, somos bombardeados por milhares de informações e sendo nós humanos, Portugueses, tornar-se-ia díficil realizarmos essa tarefa.
Os meios de comunicação moldam as opiniões dos espectadores, pois os espectadores limitam-se em basear a sua opinião ou, em muitos casos, a copiar a opinião transmitida pelos meios de comunicação sem antes aprofundarem o assunto e depois sim criar a sua própria opinião, ao fazermos isso estamos a tornar-nos meros papagaios da opinião.
Sendo a crónica mais um meio de comunicação social estou a caracterizar a crónica como mais um moldador da opinião pública.
sábado, 16 de fevereiro de 2008
O POEMA
Foi-nos pedido para escrevermos um poema para a aula de Português...
Não gosto muito do poema, se bem que eu tenho uma tendência natural para não gostar daquilo que faço.
Sou um ser
Sou um ser quer acredites quer não
Um ser que vive uma vida feita de pó e de nada
Um ser da luz quando não está rodeado de escuridão
Sou um mero mortal, nada mais
Não tenho nada de especial que me destinga dos outros, eu sei
Preciso de ar, de respirar
Preciso viver, de gritar de sentir
Preciso de ti, preciso de ninguém
Apenas preciso
Quer acredites quer não
Não faço as coisas por fazer
Por vezes parece que sim mas não
Preciso de dormir, de sobreviver
Preciso de ti, preciso de ninguém, apenas preciso
Um ser que chora, que ri
Que ama, mas que acima de tudo odeia
Quer gostes quer não, sou um ser
sou um ser que precisa de viver, de morrer
Quer gostes quer não sou o ser que sou
Não gosto muito do poema, se bem que eu tenho uma tendência natural para não gostar daquilo que faço.
Sou um ser
Sou um ser quer acredites quer não
Um ser que vive uma vida feita de pó e de nada
Um ser da luz quando não está rodeado de escuridão
Sou um mero mortal, nada mais
Não tenho nada de especial que me destinga dos outros, eu sei
Preciso de ar, de respirar
Preciso viver, de gritar de sentir
Preciso de ti, preciso de ninguém
Apenas preciso
Quer acredites quer não
Não faço as coisas por fazer
Por vezes parece que sim mas não
Preciso de dormir, de sobreviver
Preciso de ti, preciso de ninguém, apenas preciso
Um ser que chora, que ri
Que ama, mas que acima de tudo odeia
Quer gostes quer não, sou um ser
sou um ser que precisa de viver, de morrer
Quer gostes quer não sou o ser que sou
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Florbela Espanca
É uma das melhores poetisas portuguesas, sem dúvida alguma.
Os temas nos quais se baseiam os seus poemas continuam actuais e penso que qualquer pessoa se torna fã, ao ler um texto da sua autoria, mesmo que não conheça toda a sua obra irá, certamente, identificar -se com o poema e querer alargar os seus conhecimentos sobre a obra da autora. Digo isto, seguindo o exemplo de mim próprio.
Gosto imenso dos poucos poemas que conheço da autora pois, infelizmente, não conheço toda a sua obra, mas existem dois que gosto de especial forma e que me foram dados a conhecer na aula de Português, vou dizer os nomes dos mesmos, pois se os transcrever posso ter problemas com os direitos de autor, se bem que me deveriam agradecer por estar a fazer publicidade, são eles:
AMAR, Florbela Espanca, Charneca em Flor (1931)
&
EU, Florbela Espanca, Livro de Mágoas (1919)
Os temas nos quais se baseiam os seus poemas continuam actuais e penso que qualquer pessoa se torna fã, ao ler um texto da sua autoria, mesmo que não conheça toda a sua obra irá, certamente, identificar -se com o poema e querer alargar os seus conhecimentos sobre a obra da autora. Digo isto, seguindo o exemplo de mim próprio.
Gosto imenso dos poucos poemas que conheço da autora pois, infelizmente, não conheço toda a sua obra, mas existem dois que gosto de especial forma e que me foram dados a conhecer na aula de Português, vou dizer os nomes dos mesmos, pois se os transcrever posso ter problemas com os direitos de autor, se bem que me deveriam agradecer por estar a fazer publicidade, são eles:
AMAR, Florbela Espanca, Charneca em Flor (1931)
&
EU, Florbela Espanca, Livro de Mágoas (1919)
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